20.4.08

UM ESTUDO DE MICRO-HISTÓRIA: DOMENICO SCANDELLA NOS PROCESSOS DA INQUISIÇÃO. O QUEIJO E OS VERMES.



Carlo Ginzburg, em O queijo e os vermes - O cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela Inquisição, faz um dos mais importantes estudos da chamada micro-história. Sua interessante narração do cotidiano, da vida e do julgamento do moleiro italiano "Domenico Scandella, conhecido por Menocchio" analisa o processo inquisitório, partindo da vida cotidiana nos campos italianos do século XVI até chegar aos pensamentos específicos deste interessante personagem. Mas, antes de entrarmos diretamente no processo inquisitorial pelo qual passou Menocchio, devemos lembrar o leitor de que este é um estudo da micro-história: afinal, trata-se da história pessoal de um moleiro em especial, em uma vila em especial (Montereale) em uma época determinada (século XVI). Em análises deste tipo, não se deve passar logo para a generalização, pensando-se que ao estudar um único personagem poderá concluir-se acerca da vida e do cotidiano do local naquela época.
Carlo Ginzburg
O que pode ser destacado deste estudo, além da vida interessante do personagem, são alguns pontos referentes à religião camponesa semi-pagã que ainda existia no interior da Europa em pleno Renascimento.
Perry Anderson, em Zona de compromisso, analisa a obra de Ginzburg declarando que se trata do "famoso e vívido retrato do moleiro autodidata italiano Menocchio, cuja cosmologia de geração espontânea - o mundo nascido como queijo e vermes - ele (Ginzburg) relacionou a um materialismo camponês subterrâneo" (ANDERSON: 67). Entretanto, apesar de ficarmos conhecendo todos os pormenores do julgamento de Menocchio, "ficamos sabendo muito pouco (...) sobre a vida da aldeia que abrigava Menocchio ou os inquisitores que o interrogaram"(ANDERSON, 87), ou seja, sobre o que estava à sua volta na aldeia e quem eram aquelas pessoas responsáveis por julgar as heresias do desconhecido moleiro.
O próprio Carlo Ginzburg, em sua obra O inquisidor como antropólogo: Uma analogia e as suas implicações, afirma que o que o historiador busca nos processos inquisitoriais é basicamente o mesmo que o inquisidor buscava: a intimidade, o cotidiano, o modo de vida dos acusados. Porém, os meios e os fins são extremamente diferentes. Por fim, deve-se ressaltar que tal documentação deve sempre ser vista como tendenciosa, principalmente por se tratar de um julgamento de valores, onde o acusado corria risco de vida e sofria uma intensa pressão física e psicológica.
Analisaremos a obra de Ginzburg e a vida de Menocchio passando inicialmente a estudar a Inquisição. Tal instituição existiu em diversos países europeus, mas sua força foi vista principalmente na França, Alemanha e Itália. Na Espanha e Portugal, ela surgiu posteriormente, mas não deixou de ser igualmente forte. Esta instituição medieval foi reformulada na Idade Moderna, sendo uma das bases da Contra-Reforma. Sua origem se deu no século IV d.C., onde começam as perseguições contra os hereges. Nesta época, o movimento ainda não era institucionalizado, e no largo período que vai dos séculos VI ao IX seu poder era restrito. A partir do século X, a Inquisição se torna cada vez mais forte e importante. Após o Concílio de Toulouse, em 1229, sua organização foi formulada, sendo oficializada em 1231 pelo Papa Gregório IX.
No princípio, somente os processos de tortura psicológica eram utilizados, sendo os de tortura física não. Mas, já a partir do Papa Inocêncio IV, em 1254, isto ocorre e passa a oficial sendo então uma importante forma de obtenção das confissões. Os bispos inquisidores eram em sua maioria dominicanos e investigavam as heresias com o poder para perseguir, prender, investigar e punir quem fosse julgado herege. O acusador não era informado ao réu, que ainda não sabia nem qual era a acusação. Com este processo, buscava-se a confissão de outras heresias além da acusada. Outro fator que deixa estes julgamentos muito diferentes dos atuais é que mulheres, crianças e escravos podiam ser testemunhas de acusação, mas não de defesa. Por fim, a Inquisição também foi utilizada para a obtenção de mais bens e terras para a Igreja, visto que todos os bens do acusado poderiam ser confiscados.
Dos aproximadamente dois mil processos de julgamento da Santa Inquisição ocorridos na região do Friuli sob a dominação veneziana, na Itália, um deles se tornou notório para o mundo no Século XX. Trata-se do julgamento de Domenico Scandella, conhecido como Menocchio, reproduzido e interpretado pelo historiador italiano Carlo Ginzburg. Menocchio não era um camponês pobre comum da sua época, a segunda metade do Século XVI. Ele era um moleiro de respeito na comunidade, autodidata e alfabetizado – características raras na época. Dentro de suas leituras, encontramos obras muito difundidas na época, mas também obras proibidas, como o Decameron e o Alcorão. Durante o primeiro julgamento, Menocchio afirmou ser "moleiro, carpinteiro, marceneiro, pedreiro e outras coisas". Já no segundo julgamento, suas atividades foram por ele próprio descritas como de "filósofo, astrólogo e profeta".
Na sua época, a diferenciação entre as classes sociais estava ficando cada vez mais exacerbada após séculos de feudalismo. Com isso, a elite e a Igreja perceberam a importância de manter ideologicamente os camponeses sob seu domínio, para evitar os levantes camponeses e os movimentos como a Reforma. Em Friuli em especial, os camponeses adquiriram um pouco mais de liberdade a partir do poder central veneziano, já que tal governo pretendia com isto combater o forte poder das classes senhoriais tradicionais da região.
Dentro desta situação encontrava-se em destaque a posição dos moleiros, pois em seus moinhos é que se encontrava constantemente parte da população economicamente ativa. Apesar da profissão de moleiro ser sempre malvista pelas camadas baixas da população e de ter fama de usurpadora, geralmente tais profissionais atingiam posição de destaque dentro da comunidade. E Menocchio não fugira desta tradição. Tal posição pode talvez começar a explicar o porquê dele não ter sido denunciado à Inquisição durante muito tempo, visto que suas idéias eram conhecidas de toda a população de Montereale e alguns dos interrogados afirmaram conhecer o réu há aproximadamente vinte ou trinta anos. Porém, o medo diante desta pessoa de destaque na comunidade não explica tal situação.
A população de Montereale conhecia as idéias de Menocchio. Não podemos ter certeza se concordavam ou não com elas, visto que obviamente em um julgamento inquisitorial elas afirmariam ser contra ele. Em uma época de guerras religiosas, Inquisição e perseguição a hereges, é interessante observar a tolerância popular. Está ai mais uma pista para acharmos o porquê do pensamento do personagem e da omissão da população. Seriam os camponeses contra suas idéias? Segundo Carlo Ginzburg, "A despeito de sua singularidade, as afirmações de Menocchio não deviam parecer aos camponeses de Montereale tão estranhas às suas existências, crenças e aparições" (GINZBURG, 1987: 101).
Durante o julgamento, Menocchio dá fundamentação ao que fala e pensa sempre no que leu, portanto nas suas interpretações destas obras. Para Ginzburg, isto decorria do fato de que a fonte seria menos importante do que a rede interpretativa pensada por Menocchio. As raízes dele eram mais profundas do que os próprios textos. Ele juntou assim correntes cultas e populares em um novo e confuso pensamento teológico: "Dois espíritos, sete almas e um corpo composto pelos quatro elementos: como pudera sair da cabeça de Menocchio uma antropologia tão abstrata e complicada?" (GINZBURG, 1987: 149). Suas idéias, teorias e suposições variaram muito com relação ao tempo, à pressão do inquisidor e às intenções deste. Por isso, a criação de um esquema teórico ficou difícil tanto para o próprio inquisidor quanto para nós.
Podemos ressaltar algumas tendências que podem ter o influenciado. Mais de uma pessoa afirma que ele leu ou pelo menos teve contato com o Alcorão - assim como com alguns textos e idéias luteranas - ficou muito impressionado com os relatos de supostas viagens de Mandeville - que influenciaram em muito alguns de seus pensamentos - e deve ter tido algum contato com os escritos de Orígenes e dos maniqueus. Segundo Peter Brown, em sua obra Corpo e Sociedade, onde analisa as diferentes interpretações cristãs dos dogmas pregados por Jesus Cristo e seus Apóstolos, "o problema levantado por Orígenes foi simples: 'Como foi que passou a haver uma multiplicidade tão grande e diversificada entre as criaturas'? " (BROWN: 143). Mais para a frente, poderemos notar que tal dúvida sobre a multiplicidade, junto com as leituras de Mandeville, reafirmaram o pensamento onde há a possibilidade de todas as religiões viverem em comum, por terem as mesmas bases e terem sido criadas pelo mesmo Deus, que acabou sendo denominado de formas diferentes em cada uma delas.
Já "no mito maniqueísta, apenas uma pequena parcela do Reino da Luz, um local da imaculada pureza e pátria distante pela qual a alma ansiava, tinha sido devorada pelo Reino das Trevas. À primeira vista, o universo visível podia parecer uma mistura caótica de Luz e Trevas, na qual as Trevas prendiam a Luz num abraço sufocante" (BROWN: 171). Tal explicação do mundo lembra-nos algumas das teorias de Menocchio - como sua principal e uma das mais polêmicas, a da criação do mundo: "Eu disse que segundo meu pensamento e crença tudo era um caos, isto é, terra, ar, água e fogo juntos, e de todo aquele volume em movimento se formou uma massa, do mesmo modo como o queijo é feito do leite, e do qual surgem os vermes e esses foram os anjos. A santíssima majestade quis que aquilo fosse Deus e os anjos, e entre todos aqueles anjos estava Deus, ele também criado daquela massa, naquele mesmo momento, e foi feito senhor com quatro capitães: Lúcifer, Miguel, Gabriel e Rafael" ele teria afirmado ao inquisidor.
Como já fora dito anteriormente, Menocchio apresentou um sistema teórico extremamente confuso, e por isso não nos aprofundaremos muito em sua proposta, mas sim no que isto refletia de seu tempo e sua sociedade, bem como o que era particular seu. O principal ponto que podemos levantar é com relação a uma religião simplificada defendida por Menocchio, onde há uma equivalência entre as diferentes fés. Esta religião igualitária existiria porque "Deus está em todos". Dentro deste mesmo pensamento, ele afirmara que era cristão tão somente devido à sua tradição familiar, e que se tivesse nascido em outra região de outra cultura lutaria pela sua fé, assim como ele lutaria pela fé cristã por ser um cristão.
Dentro deste pensamento simplificador, Menocchio faz relações entre aspectos de seu cotidiano e sua religião proposta. Mas tais pontos estão dentro deste propósito não porque estão no dia-a-dia de Menocchio, e sim porque tais aspectos estão dentro do modo de vida camponês e de sua religiosidade há séculos. Ele reflete em parte muito da tradição religiosa semi-pagã camponesa.
Dentro desta cultura pagã, o corpo e aspectos naturais e sobrenaturais do dia-a-dia são extremamente influentes, como quando Menocchio afirma: "A gema seria a terra, a clara o ar, a pele fina entre a clara e a casca seria a água, e a casca o fogo. Dessa mesma forma estão juntos o frio e o calor, e o seco com o úmido se temperam. Nossos corpos são feitos e compostos por esses quatro elementos: a carne e os ossos seriam a terra, o sangue a água, a respiração o ar, e o calor o fogo (...). O nosso corpo está sujeito às coisas do mundo, mas a alma está sujeita só a Deus, porque ela é a imagem dele". Aqui podemos perceber uma clara mistura entre a religião pagã materialista e igualitária e a Católica Apostólica Romana.
Ginzburg, afirma, sobre a relação da religião camponesa e a religião Católica, que "ele projetava sobre a página impressa elementos tirados da tradição oral. É essa tradição, profundamente radicada nos campos europeus, que explica a persistência tenaz de uma religião camponesa, intolerante quanto aos dogmas e cerimônias, ligada aos ciclos da natureza, fundamentalmente pré-cristã" (GINZBURG, 1987: 209).
Menocchio fundamenta grande parte de suas críticas em cima da Igreja e dos padres. Ele afirma que a virgindade de Maria foi forjada, assim como a Criação do mundo por Deus, a crucificação de Jesus, os Evangelhos, a adoração de imagens, o inferno e diversos outros pontos base dos dogmas católicos. Ele criticava, além da religião, o poder dos ricos que se escondiam atrás da língua latina com a cumplicidade da Igreja Católica Apostólica Romana, igualmente proprietária de terras e exploradora. Basta lembrarmos que a Igreja chegou, no seu ápice, a controlar um terço das terras cultiváveis da Europa: "E me parece que na nossa lei o papa, os cardeais, os padres são tão grandes e ricos, que tudo pertence à Igreja e aos padres. Eles arruinam os pobres. Se têm dois campos arrendados, esses são da Igreja, de tal bispo ou de tal cardeal".
Por todas estas críticas e por suas idéias bem diferentes dos dogmas católicos, Menocchio foi denunciado pelo padre de Montereale. É interessante observar alguns pontos que ele sempre defendeu, mesmo com o passar do tempo e nos dois interrogatórios. Ele sempre pediu perdão, não negava suas idéias - no máximo dizia que eram "coisa do diabo" - e nunca dizia que conhecia pessoas com os mesmos ideais que os seus.
Um julgamento da Santa Inquisição sempre era algo extremamente tendencioso: afinal, as respostas eram sempre baseadas num reflexo das perguntas tendenciosas do inquisidor. Havia sempre um desequilíbrio entre inquisidor e acusado, com pressões psicológicas e físicas, sendo que este último geralmente acabava caindo nas armadilhas do primeiro. Vejamos, por exemplo, tal afirmação de Menocchio: "Acho que seja assim, mas não sei se é verdade". Aqui, podemos ver claramente o medo dele com relação ao inquisidor. Responde o que acha, mas teme em muito a reação do bispo.
Isto faz, inclusive, com que ele acabe se contradizendo ao afirmar, por exemplo: "Foram estas as palavras que eu disse: morto o corpo, morre a alma, mas o espírito continua" e "Acredito que tenha o espírito como o nosso, porque alma e espírito são a mesma coisa".
Menocchio, por não encontrar eco de suas palavras dentro dos camponeses de Montereale, passou a acreditar que era extremamente original, e por isso tinha o profundo desejo de repassar suas idéias para reis, príncipes ou papas. Afinal, ele se sentia obrigado a falar uma versão simplificada de sua teoria para seus colegas camponeses, ao passo que reservou uma lição Por fim, 0,43 o muito mais complexa para ser apresentada diante do Tribunal da Santa Inquisição.
Ele acabou sendo condenado em 1584, afinal tal quantidade de heresias deveria ser mantida distante dos camponeses. Por isso, deveria passar o resto dos seus dias na prisão, sob as custas de seus filhos. Porém, depois de dois anos preso, conseguiu que sua pena fosse atenuada e transferida para algo como uma "prisão domiciliar" onde não poderia sair de Montereale e onde deveria carregar um hábito com a cruz. Em 1597 ele finalmente conseguiu a autorização para deixar Montereale, mas não podia fugir pois tinha um amigo como "fiador".
Apesar de ter sido julgado e condenado pela Santa Inquisição, Menocchio continuara tendo prestígio na comunidade apesar do seu isolamento. Contudo, ele manteve sua posição e continuou a pregar suas idéias heréticas, o que acabou estimulando um segundo julgamento em 1598. Em junho de 1599 é preso aos 67 anos e com muito medo de voltar à prisão passou a falar o que queriam que falasse. Apesar disso, acabou mais uma vez condenado, torturado e morto na fogueira.
"Em 2 de agosto a congregação do Santo Ofício se reuniu: Menocchio foi declarado, por unanimidade, um 'relapso', um reincidente. O processo terminara. Decidiu-se, porém, submeter o réu a tortura, para arranca-lhe o nome dos cúmplices. Isto ocorreu em 5 de agosto; no dia anterior, a casa de Menocchio fora revistada e, na presença de testemunhas, haviam sido abertas todas as caixas e confiscados 'todos os livros e escritos' " (GINZBURG, 1987: 207).
Um grande problema encontrado pelos inquisidores foi em que heresias classificar o pensamento de Menocchio. Primeiro pensamos nele como um luterano, depois como um encratista ou um anabatista, mas pode-se chamar ele de pertencente a "um ramo autônomo do radicalismo camponês (...) muito mais antigo do que a Reforma" (GINZBURG, 1987:70). A Igreja combatia neste momento uma ideologia pré-Contra-Reforma erudita ao lado de uma cultura popular semi-pagã, o que colocou os bispos em uma situação incômoda, pois eles não conseguiam relacionar as idéias de Menocchio com nenhum esquema herético pré-definido. Os inquisidores interpretavam as crenças que eles não conheciam dentro de um código fixo diferente e, para eles, mais claro, cheio de estereótipos.
Devemos pensar Menocchio não como sendo um camponês típico, mas sim um personagem singular e não representativo, respeitando sua originalidade e percebendo dentro de seu discurso "o que é comum, o que é invenção de Menocchio. Em parte a invenção permite, ainda, apontar para um fundo de cultura camponesa que se manteve pagão" (RIBEIRO, 238). Esta cultura chegou até nós porque a tradição oral pôde finalmente se manifestar oficialmente após a Reforma Protestante e a chegada da Imprensa. Afinal, a origem do pensamento de Menocchio é muito distante, num local já quase inatingível do imaginário coletivo oral das remotas tradições camponesas originárias das migrações e das relações sociais que foram se desenvolvendo no continente europeu durante toda a Idade Média e que finalmente afloraram neste período, tendo Menocchio como um de seus desconhecidos e perseguidos porta-vozes.
Portanto, o pensamento de Menocchio é único, porém também é o reflexo de uma grande quantidade de pensamentos camponeses e de um certo radicalismo que estava dentro das vilas e que achou terreno e interessaante chamar a atenção após as críticas de Lutero e Calvino e a criação da Imprensa. Muita coisa, porém, do pensamento de Domenico Scandella pode ter passado em vão dentro de nossa análise e da percepção de Carlo Ginzburg; afinal o que temos é apenas um retrato tendencioso obtido a partir de um julgamento opressor do Tribunal da Santa Inquisição. Ou seja, desde os pensamentos até as crenças dos camponeses investigados pela Inquisição nos chegam através de filtros e intermediários que os moldaram com intenções claras. Apesar disso, tal estudo é extremamente interessante para desvendar o cotidiano e parte dos pensamentos de um mártir da Inquisição que poderia ter passado em branco para a história. Devemos agradecer a Carlo Ginzburg e a sua paciência para ler tais documentos, relatá-los e analisá-los para termos a oportunidade de conhecer essa figura histórica cativante.
BIBLIOGRAFIA
ANDERSON, Perry: "Investigação noturna: Carlo Ginzburg" in Zona de compromisso. Fundação Editora Unesp, sem data.
BARSA, Enciclopédia. Volume 8 - Infecção-Mapa.
BROWN, Peter: Corpo e Sociedade. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1990.
GINZBURG, Carlo: "O inquisidor como antropólogo: Uma analogia e as suas implicações" in A micro-história e outros ensaios. Lisboa, Difel, 1989.
__________: O queijo e os vermes - o cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela Inquisição. São Paulo, Cia. das Letras, 1987.